segunda-feira, 4 de maio de 2009

The High Lord Admiral

Fiz um curriculo, e sai em alguns lugares para distribuir. Que difícil, Londres né... fui em alguns lugares portugueses, pois não tinha a segurança no meu inglês. Então, fui a um pub e restaurante inglês que o dono era português. The High Lord Admiral. Pronto, logo o dono conversou comigo e disse que poderia começar no outro dia. Mas você acha..... fiquei louca. Afinal, estava aqui a uma semana. Agradeci a Deus pela oportunidade.... Então, no outro dia, la estava eu. Aprendendo sobre pint, os tipos de cerveja, como tirar a cerveja, comida, o tal Fish and Chips famoso e por ai vai. O gerente (manager) era um sul africano terrivel. Homem que já passou por muito nessa vida, mas que tinha uma arrogancia impar. Vcs não imaginam... Chorei muito com ele, mas aprendi muito tbem. Isso tudo tendo que baixar a cabeça e ficar quieta, pq, alem de precisar do emprego, tinha o visto como turista. Tudo isso pesava. Cansei de estar no balcão, e ser humilhada por ele, pq no bar ficavam muitos portugueses, e ir chorando para o banheiro, ajoelhar e pedir força a Deus para eu estar aqui, tão longe da minha familia e de meus amigos. Sozinha. Nunca esqueço, meu primeiro pagamento £120 que ja dava metade do que eu ganhava no mes no Brasil, eu mandei para meus pais. Fiquei tão feliz por estar iniciando uma etapa muito importante de ajuda aos meus queridos. Me senti, aliás, até hoje, muito orgulhosa por fazer isso. Então, voltando ao pub. Lá descobri que, a mulher brasileira tem uma fama horrorosa aqui. Ainda mais no meio do povo portugues. Com muitttttttttttttttttttttttttttttttttas decidem fazer programas, eles acham que todas sao iguais. Não recrimino quem faça. Levei muita cantada barata no balcão. Muita conversa fiada para meu lado. Inclusive do dono, o qual era casado e tinha filhos. Sempre tratei todos com muita educação, pq Graças a Deus, sou uma mulher muito bem educada, mas olha, só por Deus mesmo viu.... Um dia, eu com medo ainda do meu ingles, o meu querido manager, chegou e me disse: ou vc se joga e atende as pessoas no balcão, ou vc vai embora. Então, que escolha eu tinha???? Lindamente me joguei. Se as vezes não entendia o que os clientes queriam, ia pela sorte. Ainda bem que eram cervejas. O inglês mesmo, não gosta nada se vc não entende e pergunta: Sorry? Eles não são de repetir não. Mas, adotei o seguinte método, eles pediam e eu repetia confirmando, então, dava tudo certo. Desse jeito, aprendi que , ou desenhava, ou fazia mimica, ou cantava, mas de alguma forma, eu iria entender e passar minha mensagem. E assim foi, e é até hoje.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Heaven

Londres.... a capital do mundo... tudo lindo, gente louca, vale tudo. Na primeira casa que morei, eram 14 pessoas, dentre elas, metade poloneses. Loucura. Musica, maconha, a festa da uva,rs. E o resto brasileiros. Já que aluguei o quarto pela internet, e não teria condições de pagar um quarto single, pedi para dividir com uma mulher, ao menos. Tal foi. Era uma gaúcha, toda meiguinha, querida. Dormiamos em um beliche, e eu, em cima, assim ela poderia chegar tarde que não me incomodaria. No segundo dia que cheguei, fui conhecer Soho. Famosa área em Londres, de bares gays. Então, era uma doidera. Nos bares, as pessoas dançando em cima das mesas, dos bancos, tudo doidão. Só sei que uma raxa me puxou para dançar com ela, credo, pensei , "sai de mim perereca, que meu negocio é sapo", educadamente, me esquivei e sai. Quando estavamos na porta do pub, cade a minha carteira???? Welcome London. Sumiu. Tinha todos os documentos brasileiros, e £5. Entrei de volta no pub, e tentei achar. Achei. Estava atras do balcão do bar, jogado no chão. A pessoa pegou o dinheiro e jogou. Naquela noite, só perdi meu título de eleitor, que estava solto na carteira. Cheguei em uma quarta-feira, e isso foi na sexta. Na segunda, tem uma famosa boate gay aqui, Heaven, que e ferveção pura. A brasileirada se joga la. Então, a titia foi para lá. Com o povo todo da casa. Realmente, é muito legal la. Vários ambientes, com musicas diferentes. O bar, parece que colocaram um anuncio no jornal do Metro, admitem-se somente brasileiros gostosos. Credo, um monte de rapazes, tudo sem camisa, tudo brasileiro, e de certo tudo ilegal (ja vou falar sobre isso com vcs). Estava eu lindamente la, dançando tudo, acuendando horroeres, qdo de repente, percebi, cade o celular???? de dentro da minha bolsa, ja que não andava mais de carteira (pq sera). O celular não era meu, mas como estava tentando achar um emprego, um brasileiro da casa, que por sinal era da mesma cidade que eu morava, me emprestou. Olha, só por Deus viu... naquela hora, acabou a noite para mim. Detalhe, sentei num canto da boate e fiquei esperando dar 5 e meia para abrir o metro e ir embora. Nessa altura, o povo todo da casa ja estava louco de tanta droga. Nossa, como isso e livre aqui. Lado terrivel de Londres viu. Comecei a perceber. Achei uma brasileira que era amiga do povo da casa, e, milagre, estava querendo ir embora, então, junto com ela, fomos embora. No outro dia, fiz uma availiação de tudo que aconteceu comigo, então parei, e pensei, vim para Londres para poder ajudar minha familia, não poderia cair na festa como todos ou quase todos aqui fazem. Me direcionei, pedi a ajuda de Deus e fui atras de emprego. Lá vai eu para um Cyber fazer um curriculo e tentar. Nisso, era verao em Londres, quente, sol, mas durante a noite, friozinho. Não tinha edredon, claro, e nem nada de roupa de cama. Então, me cobria com meu roupão para dormir. Precisava urgente ver algo, pq aqui, tudo e por semana, e a semana passa voando.....

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Welcome London

Bem, ai eu conheci uma pessoa pela internet, que morava em Londres, e combinei dele me buscar no aeroporto. Detalhe, nem sabia se iria entrar em Londres, pq estava vindo belissima como turista. Vim pela França. Estava um mix de nervosismo, com apreensão, com ansiedade, com medo. Tudo junto. Nem olhei direito Paris. Pensa???? Ai consegui. O Marcos estava la me esperando. Dia quente, inédito. Logo que cheguei, levei as coisas para o meu novo quarto e depois, ele resolveu me levar para conhecer o Hyde Park. Logo percebi que ele bem queria algo mais que uma amizade. Então, curta e grossa como sou qdo quero, ja dei uma cortada nele e disse que iria embora para casa, sozinha. Como se eu soubesse andar no metro de Londres a anos..... demorei umas duas horas para chegar em casa de tanto que andei de metro. Mas cheguei. Nunca mais vi esse moço mais. Como dei uma havaiana para ele qdo cheguei, o frete estava pago. Nem pesou minha consciencia. Entao começa minha primeira semana em Londres....

terça-feira, 21 de abril de 2009

Bem...

Só sei que nessas idas e vindas, depois de divorciada, retornei a casa de meus pais para morar com eles. Naquela fase, tive algumas pessoas que passaram pela minha vida, mas nada tão marcante assim, então, nos altos e baixos que a vida nos apresenta, fomos pegos e perdemos o que tinhamos, business.... sem ter para onde correr, tivemos que recomeçar. E vocês imaginam o que é recomeçar para uma pessoa de mais de 60 anos (meu papi)? Se não impossível, quase que. Eu que ja tinha na época 33 já era complicado. Foi no mês de Maio. Mês das mães, Maria, que pedi com toda fé do mundo, para que Deus iluminasse meu caminho, e me guiasse, em como fazer para poder ajudar minha family. Ai, surgiu Londres, dentre algumas pesquisas que fiz. Não sei porque, provavelmente, pq ja tinha tido conhecimento de algumas pessoas que foram e gostaram. Então, com a cara e a coragem, mas cara que coragem, a titia vendeu uma biz que tinha sobrado da quebradeira, comprei a passagem parcelada e me joguei.....

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Então....

Sempre fui uma pessoa super comunicativa, e sempre tive muitos amigos. Meus pais preferiam que eles fossem a minha casa e se sentissem a vontade, do que eu estar sabe la onde. Ja passamos por altos e baixos na vida, financeiramente falando, assim como algumas pessoas claro. Dentre esses momentos, nos mudamos para uma cidade do interior, em uma tentativa frustada de um mega up de meu pai, que não deu certo, por lá ficamos. Nisso, meus pais resolveram voltar para capital, e eu, na época trabalhava como chefe de gabinete na câmara municipal, ganhava horrores de acué, continuei na pequena cidade. Foi onde casei. Ele era um filhinho de papai, todo engomadinho. Lógico que me chamou a atençao. Mas, no decorrer dessa vida de casado, descobri uma pessoa parada, desmotivada, acostumada com o pouco. Via amigas minhas prosperarem, casa, carro, viagem, e eu não passava de uma professorinha da cidade pequena. Você jura que aquilo de certo seria para mim né? Never... então, um dia, dei a oportunidade dele mudar, crescer e progredir, mudando para capital, onde teriamos boa oportunidade. E ele não quis. Dai, I´m so sorry.... fui, e resolvi então, me divorciar....voltei a morar com meus pais. Não queria mais pensar em casamento, namoro, homem... na época queria sair com meus amigos, e me divertir. Ainda avisei minha mami, nao se preocupe pq o meu divertir não inclui dar para a cidade inteira, significa sair, dar risada, fazer amizades e só. Como dizem meus amigos: a Bruxinha, é um travesti operado, cuidado!!! Então grudei nos meus amigos gays, que amo de paixão, e ferviamos horroressssssssssssssssssssssssss, muito..... ia na boate gay lindamente com eles, dançava na caixa, batia cabelo mesmo, paquerava os gogo boys, pensa, na mulher fervida. Nesse periodo tinhamos um comercio, eu e o meu papi. Mas, fechou, quebrou, faliu. Como é bom a gente acostumar com o que e bom, e como e dificil a gente ter que se privar de algo. Fase dificil viu. Ver o sofrimento de meus pais, querendo mas não podendo, dar as filhas o que eles sempre puderam proporcionar. Claro que isso para mim não me abalava nem um pouco, até pq sempre fui a mesma pessoa, tanto qdo estava la no alto qdo na queda. Sempre alto astral. Foi então onde tudo começou...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Namaste......rs

Bem, hoje inicio o meu blog. Tenho tanta coisa para contar de minha vida, que creio ser pequeno esse espaço, mas ai vou.... sou uma mulher de 36 anos, filha do meio (duas irmãs mais) e simplismente apaixonada pela minha família. Faço tudo por eles. São meu porto seguro, minha fortaleza. Sempre fui uma pessoa super positiva, com uma energia excelente. Acredito na força do aperto de mão, da palavra, de uma vela para o anjo da guarda, de um incenso, de um belo banho com sal grosso, e acima de tudo, acredito nas pessoas. Sempre. Sem distinção de classe social ou preferencia sexual. Tanto é, que amo meus amigos gays e sinto a maior falta deles (vocês ja saberaõ o porque). Sempre acreditei que temos que ser feliz hoje. A vida da gente é muito curta sabe. Aprendi isso quando tive um casal de amigos, que durante um bom tempo planejavam um bebê. Um dia, ao acaso do destino, ele acidentou e morreu. No entanto, ela estava grávida e ele ainda não sabia (bem coisa de novela ne). Enfim, ai vi o sofrimento dela sozinha, e pensei o quanto ele almejou isso. Como o tempo voa. Baseado tbem nesse fato ocorrido, comecei a pensar diferente. Foi justamente nessa época que me divorciei. Cresci em uma familia estruturada e com base no amor. Um por todos, todos por um. Somos 3 filhas. Hoje vou falar de minha família (que foi a origem de tudo). Tenho meu pai, pessoa boa, simples, mineiro, calmo (ate demais) e super comunicativo. Minha mamadi, que é tudo na minha vida. Meu exemplo de vida, mulher forte, guerreira, forte. Ela é a dona da situação, ela que dá as cartas mesmo.... uma irmã 7 anos mais velha, calma, advogada, excelente mãe (dois sobrinhos), a qual me orgulho muito. Centrada e organizada. Minha irmã mais nova, 7 anos mais nova, que e uma boneca de porcelana para mim. Linda, delicada, meiga, fisioterapeuta. Faço tudo por ela. Bem, essa é a família da Bruxinha. Agora, como diria o esquartejador, vamos por partes, amanhã tem mais... bjos e boa noite...